Nova York quer proibir a remoção das unhas dos gatos  

Nova York quer proibir a remoção das unhas dos gatos  

Em alguns países, a remoção das unhas dos gatos é permitida e por razões bem cruéis. Alguns donos retiram as garras dos animais para evitar danos aos móveis, pois é comum que os gatos arranhem vários itens da casa.

Um dos países que permitem a prática é os Estados Unidos. Mas as coisas, aparentemente, vão começar a mudar por lá. O estado de Nova York pode se tornar o primeiro a proibir isto.

De acordo com a proposta, em resumo, a remoção das unhas dos gatos não seria permitida por razões estéticas e nem para evitar danos aos móveis. Segundo a lei, a prática é cruel e causa dor e sofrimento aos felinos.

Onicectomia
25% dos gatos domésticos nos EUA passaram por onicectomia
Foto: Erda Estremera/Unsplash

Remoção das unhas dos gatos poderá ser realizada em casos excepcionais

Em primeiro lugar, a câmara do estado já aprovou a lei. Agora, o projeto está nas mãos do governador Andrew Cuomo. Ele decidirá se a norma entrará em vigor ou não.

Em casos especiais, a onicectomia, nome do procedimento de remoção das unhas dos gatos, poderá acontecer dentro da lei. Em suma, nunca será permitido o processo nos casos já citados. Por outro lado, quando com justificativas médicas, a realização será permitida.

Na grande maioria dos casos, a onicectomia é realizada por donos que não querem que os gatos arranhem os móveis.

Justificativa para criação da lei e resposta da Sociedade Veterinária

De acordo com a legisladora Linda Rosenthal, responsável pela lei, a remoção das unhas dos gatos seria uma amputação desnecessária. O projeto foi apresentado em 2015 e aprovado recentemente na câmara estadual.

Leia também:

Gato herói salva família de incêndio

Estresse humano contagia cães, afirma estudo

STJ decide que animais não podem ser proibidos em condomínios

Mas a Sociedade Veterinária de Nova York foi contra a ideia. Segundo a organização, a opção pela onicectomia tem que existir. A justificativa, é que famílias teriam que optar pelo abandono ou eutanásia no caso de pessoas com problemas médicos que seriam agravados pelos arranhões.

Sendo assim, a lei permitirá o procedimento caso comprovado que há alguém na casa que pode correr riscos. Caso seja só por estética ou para preservar os móveis, não será permitida a cirurgia.

Recomendamos para você



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *